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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Órfãos

Leitura: ESE cap. 13 item 18
Prece inicial

Primeiro momento (Sensibilização): Fazer algumas perguntas para as crianças, tipo:
1º Vocês sabem o que é um órfão?
2º Por que será que existem crianças órfãs?
3º Alguém conhece alguma criança adotada?


Texto de apoio para o Evangelizador: 
Os órfãos e a reencarnação
Ana Cristina Campos
Revista de Espiritismo nº. 30 - FEP
Uma questão que vulgarmente se põe é a seguinte: como é possível haver pais tão desnaturados, capazes de abandonar os próprios filhos? Por que permite Deus que tamanha barbaridade aconteça?
Para quem não enxerga mais do que a visão física permite, tal estado de coisas é de uma injustiça flagrante. ...
...
Em cada criança vive um espírito muito antigo que retorna à vida material para reparar erros do seu passado, suportar provas para o seu adiantamento moral ou, em casos raros e especiais, realizar uma missão elevada para o progresso geral da humanidade.
Assim, em muitos casos, ao ficar só na vida aquela criança sofre as consequências dos seus próprios atos praticados numa vida anterior, em que terá sido por hipótese um pai ou mãe descuidado dos seus deveres e obrigações para com aqueles que partilharam o seu lar na condição de filhos. ...
Pode também acontecer que esses sofrimentos logo no início da sua estadia no mundo físico lhe pretendam servir de preparação para a sua vida futura, para dominar um caráter rebelde ou para dar mais valor às pessoas que mais tarde o acolherão, dando real significado à adoção.
...
Através da adoção pratica-se a caridade e a piedade para com os mais desfavorecidos, tornando-a uma das mais nobres instituições humanas, filha da fraternidade e solidariedade que deveria unir todos os seres humanos numa só família.
...


Segundo momento: contar a história Era uma vez...


Lá na espiritualidade... viviam muitas criancinhas correndo e brincando sem parar. E todos eram muito, mas muito felizes.
No meio daquelas crianças havia um menino muito inteligente e esperto que percebeu que muitos de seus amiguinhos desapareciam assim, de repente, enquanto brincava com eles e sem se saber a razão.  
Então ele, que era muito inteligente, foi conversar com o Tio Antônio, que era o espírito responsável por aquele grupo de crianças, para saber o que estava acontecendo.
Aproximou-se dele e disse:
- Tio Antônio
- Sim, meu filho.
- Por que meus amiguinhos desaparecem quando eu estou brincando com eles?
  - Eles não desaparecem, meu filho.  Respondeu o Tio Antônio.  Eles estão indo nascer lá na Terra.  Eles desaparecem aqui, mas aparecem lá.
- Então, perguntou o menino, por que eu ainda não fui nascer lá na Terra?
  - Porque ainda estamos escolhendo uma mamãe e um papai para você.  
O menino pensou naquelas palavras e decidiu fazer um pedido.
  - Posso escolher minha mamãe e meu papai? Posso? Insistiu o menino.
            Tio Antônio coçou sua longa barba branca, pensou e depois de algum tempo resmungou:
            - As escolhas são sempre feitas com o auxilio do seu amigo espiritual.  Nós sempre estudamos a escolha. Mas como você mostrou que é muito inteligente e tem se esforçado bastante vou falar com os outros companheiros responsáveis e vamos juntos ajudar você escolher.
O menino saiu correndo muito feliz da sua vida e, naquele mesmo dia, passou a olhar aqui para a Terra tentando escolher sua mamãe e seu papai. Em suas orações sempre pedia a Deus que o ajudasse a escolher o melhor para o seu aprendizado aqui na Terra.
            Ele olhava, olhava, olhava, mas achava difícil escolher no meio de tanta gente.
Os dias foram passando até que num dado instante ele conseguiu ver uma mulher rezando aqui na Terra dizendo assim:
- Deus, manda um filhinho para mim.  Eu sei que não posso ter filhos, mas manda mesmo assim.  Eu vou amá-lo com toda a força do meu coração.  Ele vai ser meu Filho do Coração e eu e meu marido seremos seu papai e mamãe do coração.  Por favor, Deus...
O menino ao ouvir aquelas palavras foi correndo para o Tio Antônio contar a grande novidade:
- Tio Antônio, achei! Achei uma mamãe e um papai para mim.  Vem ver, vem ver!
O menino mostrou a mulher na Terra para o Tio Antônio que, depois de olhar disse:
            - Meu filho, aquela mulher não pode ser sua mamãe.  Ela não pode ter filhos nesta encarnação.
- Eu sei, mas eu gostaria muito que o senhor me ajudasse a de alguma maneira ser filho dessa mulher, será que ela me receberia na sua família? O Senhor pode me ajudar? Eu gostaria muito de ser Filho do Coração daquela mamãe.
O menino insistiu bastante e Tio Antônio pensou e respondeu:
- Tá bom! Vou conversar com os outros companheiros responsáveis pelo planejamento das reencarnações. Vamos ver o que podemos fazer com o auxilio da Espiritualidade Maior.
Depois de algumas horas Tio Antônio voltou a falar com o menino.
- Está certo, vamos fazer você nascer da barriga de uma outra mamãe e vou avisar sua mamãe do coração para ir te buscar.
E assim foi.  Ao mesmo tempo em que o menino nasceu de uma outra barriga, Tio Antônio fez a mamãe do coração dormir e sonhar.  Neste sonho, ele mostrou como era o menino e onde ela deveria buscá-lo.
Ao acordar, a mamãe do coração estava muito feliz, pois tinha tido um lindo sonho, disse ao marido que gostaria muito de adotar uma criança.
Eles começaram então a procurar uma criança para adotar, e essa criança teria que ser um menino. Viajaram bastante até chegarem a uma cidade distante.  Depois de muito tempo e já cansados de procurar, os dois resolveram descansar em um banco de jardim. Assim que sentaram e olharam para frente, viram uma casa que acolhia crianças, ficaram muito emocionados nesse momento.  Era a casa que o Tio Antônio havia mostrado no sonho e onde estava o "filhinho do Coração."  Rapidamente correram para lá e entraram.
Dentro da casa havia muitos bebezinhos, cada um em sua caminha dormindo.
A mamãe do coração olhava todos eles, mas não encontrava o seu filhinho.
Após olhar todos eles, a mamãe do coração, quase desistindo, viu que ainda tinha um bercinho com um bebê todo coberto e enrolado em um lençol.
Toda emocionada, ela se aproximou e puxou o lençol.  Pode ver, então, o rosto do menino.
Sim, era ele, o menino que ela tinha visto no sonho.
Imediatamente ela o pegou no colo, abraçou-o e chorou de tanta felicidade.
E assim todos juntos, papai, mamãe e filho do coração voltaram para casa onde construíram uma vida feliz. (autor desconhecido)


Conclusão: A orfandade é uma forma de aprendermos a valorizar a família, que mesmo tendo pais não muito carinhosos, devemos aproveitar a oportunidade e dar carinho, exercitar a caridade. Lembrando que os verdadeiros laços são os do espírito, que fazermos parte de uma grande família espiritual. Que a orfandade é mais uma porta que Deus nos abre para praticarmos a sua lei de amor.


Terceiro momento - atividade: pedir para as crianças que desenhem os personagens da história que foi contada.
        
Prece final

2 comentários:

  1. Lindo programa. Vou usar na nossa evangelização pois vamos visitar um orfanato no próximo mês.

    Obrigada

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  2. Boa visita e bons frutos!
    Obrigada

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