Pesquisa

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Há Espíritos? II - 0-4 anos

OBJETIVOS: Compreender que as manifestações espíritas constituem a prova da existência e da sobrevivência da alma; Estabelecer a diferença entre corpo, perispírito e espírito, demonstrando a função de cada um deles.
 
SENSIBILIZAÇÃO:  A música  A Ginástica (CD Evangelização em notas musicais)
Durante a música o evangelizador deverá brincar com a criança, fazendo os gestos que a música pede. Conversar com elas sobre a importância do nosso corpo e do cuidado que devemos ter com ele para termos uma vida saudável e feliz.
            Vamos agora ouvir uma história que vai no mostrar como o corpo é importante, mas que existe algo em nós que precisa ser muito bem cuidado também. Vamos conhecer?

ESTUDO:  O contador de história
            Sentar com as crianças ao redor e com o auxílio do Livro: DEUS ME FEZ ASSIM, contar a história. E, a cada parte do corpo, mostrar a eles a importância e função de cada um.
-   Permita que elas observem bem as gravuras; Explore bastante as gravuras;
-  Faça perguntinhas sobre as a história e vá respondendo, pois suas crianças são pequeninas;
-   Faça o seu comentário de acordo com o que você estudou no Livro dos Médiuns;

-   Pergunte às crianças o que em nós é verdadeiramente importante para nossa vida? (O Espírito Imortal que somos – esse o ponto que devemos atingir);

- Identificar-se como espírito imortal que possui temporariamente um corpo físico, que lhe serve de instrumento para seu progresso. Lembrar que se o corpo físico é instrumento de progresso e se não cuidarmos bem desse instrumento precioso, o espírito sofrerá as consequências; (Apresente nesse momento a gravura em anexo e fale de maneira simples da existência do perispírito)

-   E por que o Espírito é mais importante? (porque sobrevive à morte do corpo físico, continua aprendendo e evoluindo);
-   Lembrar nesse momento da importância da prece para o momento de dormir, pedindo à mamãe que nos ensine a rezar antes de dormir, pois assim o nosso corpinho descansa e nós espíritos vamos continuar aprendendo durante o momento do sono com os nossos amigos espirituais.
(recurso para o evangelizador: O E.S.E. no cap. 28 : 38 e a prece para dormir)


CONCLUIR que o espírito é o ser principal, é o ser que pensa e sobrevive à morte do corpo. O corpo, qualquer que seja ele,  é o grande e importante instrumento que o espírito utiliza para se manifestar no mundo, para aprender, para PROGREDIR.  Mas, só o corpo físico não é suficiente; o espírito precisa de outro corpo, o perispírito. Este, é semimaterial, tem a forma humana, vaporoso, e responsável pela ligação entre o espírito e o corpo físico.


ATIVIDADE: Trazer um grande desenho de um corpo humano em partes para ser montado num cartaz com as crianças, nesse momento poderemos reforçar a importância de cada parte do corpo, lembrando sempre que o Espírito é quem comanda esse corpo através do perispírito que liga um ao outro.


Há Espíritos? I - 8-10 anos

OBJETIVOS: Compreender que a crença na existência dos Espíritos, baseia-se na existência de um princípio inteligente fora da matéria; Entender que há vários lugares para onde vão os Espíritos, e que essa divisão depende da elevação moral de cada um deles; Identificar a diferença entre alma e espírito.


SENSIBILIZAÇÃO: Diálogo.
Se alguém perguntasse qual a religião de vocês, o que responderiam?
         E quem poderia dizer algumas coisas nas quais os espíritas acreditam?
         Irei escrevendo no quadro o que disserem, e vamos tentar fazer uma lista de, pelo menos, quatro ensinamentos espíritas. (Se as crianças tiverem dificuldade, o evangelizador irá dizendo e escrevendo: Deus, Jesus, Espírito, Reencarnação, Caridade, etc.)
        Vou contar para vocês o caso de uma garota que também era espírita e o que lhe aconteceu, certo dia, na escola ...

ESTUDO: Narração do caso – Nina acredita em assombração?
            Naquela tarde, ao chegar da escola, Nina não entrou correndo pela porta da sala para abraçar mamãe e fazer festinhas em seu gatinho Bóris. Ela estava meio “jururu”, e,  pelos seus olhinhos, parecia ter chorado. Que teria acontecido?
            Mamãe esperou quando Nina foi lanchar e falou carinhosa:
            - Então, filhinha, não quer me contar o que aconteceu? (FIG. 1)
            - Não aconteceu nada...
            - E desde quando "nada" faz a gente chorar?
            - Está bem, mãe, vou lhe contar... Foi o Beto, aquele bobalhão lá da escola...
            - O filho da d. Adelaide? Que foi que ele lhe fez?
            - A d. Carolina, da secretaria, foi até nossa sala para preencher uns dados que faltavam nas fichas de matrícula. Quando ela perguntou qual era minha religião, eu disse: sou espírita.
            - Muito bem. E daí?
            - E daí que na hora do recreio o Beto se juntou com outros meninos e começaram a rir de mim, dizendo: - A Nina é espírita... Ela acredita em alma do outro mundo, ela acredita em assombração... (FIG. 2)
            - E você se aborreceu com isto?
            - No princípio não, mas depois eles me “encheram” tanto que tive vontade de dar um soco neles...
            - Por que, ao invés de pensar em dar um soco neles, você não pensou em lhes explicar que não acredita em assombração, mas sim em Espíritos?
            - Mas como eu poderia explicar o que é um Espírito?
            Pegando Nina pela mão, mamãe a levou até seu quarto. Abrindo o armário, de lá tirou um álbum de retratos. E mostrou à garota duas fotografias, perguntando:
Sabe quem é esta, Nina? (FIG. 3)
            - A do lado direito eu sei; é a vovó Marita, que já desencarnou.
            - Pois esta do lado esquerdo também é a vovó; só que bem mais nova.
            - Puxa, como a vovó era bonita...
            - E você sabe, Nina, onde está vovó Marita agora, depois que desencarnou?
            - Eu sei; ela está no Mundo Espiritual. Perdeu seu corpo de carne, mas continua a ser a vovó Marita em Espírito.
            - E se pudéssemos tirar um retrato da vovó, no Mundo Espiritual, como acha que ela apareceria na fotografia? Como um fantasma, aquela figura que parece vestir um lençol branco?
            - Claro que não, mamãe. Ela apareceria em um retrato não muito diferente do que era quando encarnada.
            - Pois é, minha querida. O Espírito é assim. Alguém que desencarnou, mas guarda as qualidades que possuía. E, geralmente, a aparência da última reencarnação.
            Gostei desta explicação, mãe. Acho até que vou levar os retratos da vovó Marita para o Beto ver. E vou perguntar pra ele se a avó dele, que também já desencarnou, virou fantasma. Aposto que ele vai achar muito melhor e mais certo dizer que ela é um Espírito desencarnado, alguém do jeitinho que ele conheceu ...
            Mamãe sorriu da ideia de Nina e a achou interessante.
            E vocês, o que acharam da ideia? Será que Beto ia entender o que é um  Espírito?

Conversar com as crianças:
 O espírito não é um “fantasminha”, é uma energia maravilhosa que não se destrói, que pode viver com o corpo ou sem ele.
 Os espíritos que já viveram na Terra e que, por serem bons e nos terem dedicado afeição, têm permissão para amparar-nos, principalmente nos momentos difíceis de nossa vida.

CONCLUIR que não devemos, assim, sentir medo das pessoas que deixaram a Terra. Elas abandonam o corpo, a sua roupagem  para a vida na Terra, mas continuam a viver, a pensar, a sentir, tal como ocorre na Terra.  Os espíritos somos todos nós, encarnados ou desencarnados e para explicar melhor essa diferença usamos a palavra alma para falar daqueles que estão encarnados e usamos a palavra Espírito para falar daqueles que desencarnaram


ATIVIDADE: Caixinha de surpresa.
O evangelizador escreverá  algumas perguntas bem simples sobre a aula, em várias tiras de papel que serão colocadas em uma caixinha. As crianças tirarão, uma a uma, a sua tirinha, e tentarão responder a questão proposta.
Pode-se fazer uma variação desta Atividade, dividindo-se a turma em grupos em que um sorteará a pergunta para o outro responder, e depois o contrário. Para animar, os grupos (ou duplas) poderão receber crachás coloridos ou outra forma criativa de identificação.




Há Espíritos? I - 5-7 anos

OBJETIVOS: Compreender que a crença na existência dos Espíritos, baseia-se na existência de um princípio inteligente fora da matéria; Entender que há vários lugares para onde vão os Espíritos, e que essa divisão depende da elevação moral de cada um deles; Identificar a diferença entre alma e espírito.

SENSIBILIZAÇÃO: Levar para a sala três folhas de amendoeira: uma bem  nova e verde, outra já amarelando e outra mais envelhecida. Pedir às crianças que observem e indiquem as diferenças. Conversar sobre as transformações que ocorrem durante a vida dos vegetais. Na Natureza todos os seres vivos envelhecem e morrem. Quando o nosso corpo morre continuamos a viver na forma de espíritos livres. Então o que é o espírito? Ouvir as crianças.

ESTUDO: Narração do caso – Nina acredita em assombração?
            Naquela tarde, ao chegar da escola, Nina não entrou correndo pela porta da sala para abraçar mamãe e fazer festinhas em seu gatinho Bóris. Ela estava meio “jururu”, e,  pelos seus olhinhos, parecia ter chorado. Que teria acontecido?
            Mamãe esperou quando Nina foi lanchar e falou carinhosa:
            - Então, filhinha, não quer me contar o que aconteceu? (FIG. 1)
            - Não aconteceu nada...
            - E desde quando "nada" faz a gente chorar?
            - Está bem, mãe, vou lhe contar... Foi o Beto, aquele bobalhão lá da escola...
            - O filho da d. Adelaide? Que foi que ele lhe fez?
            - A d. Carolina, da secretaria, foi até nossa sala para preencher uns dados que faltavam nas fichas de matrícula. Quando ela perguntou qual era minha religião, eu disse: sou espírita.
            - Muito bem. E daí?
            - E daí que na hora do recreio o Beto se juntou com outros meninos e começaram a rir de mim, dizendo: - A Nina é espírita... Ela acredita em alma do outro mundo, ela acredita em assombração... (FIG. 2)
            - E você se aborreceu com isto?
            - No princípio não, mas depois eles me “encheram” tanto que tive vontade de dar um soco neles...
            - Por que, ao invés de pensar em dar um soco neles, você não pensou em lhes explicar que não acredita em assombração, mas sim em Espíritos?
            - Mas como eu poderia explicar o que é um Espírito?
            Pegando Nina pela mão, mamãe a levou até seu quarto. Abrindo o armário, de lá tirou um álbum de retratos. E mostrou à garota duas fotografias, perguntando:
Sabe quem é esta, Nina? (FIG. 3)
            - A do lado direito eu sei; é a vovó Marita, que já desencarnou.
            - Pois esta do lado esquerdo também é a vovó; só que bem mais nova.
            - Puxa, como a vovó era bonita...
            - E você sabe, Nina, onde está vovó Marita agora, depois que desencarnou?
            - Eu sei; ela está no Mundo Espiritual. Perdeu seu corpo de carne, mas continua a ser a vovó Marita em Espírito.
            - E se pudéssemos tirar um retrato da vovó, no Mundo Espiritual, como acha que ela apareceria na fotografia? Como um fantasma, aquela figura que parece vestir um lençol branco?
            - Claro que não, mamãe. Ela apareceria em um retrato não muito diferente do que era quando encarnada.
            - Pois é, minha querida. O Espírito é assim. Alguém que desencarnou, mas guarda as qualidades que possuía. E, geralmente, a aparência da última reencarnação.
            Gostei desta explicação, mãe. Acho até que vou levar os retratos da vovó Marita para o Beto ver. E vou perguntar pra ele se a avó dele, que também já desencarnou, virou fantasma. Aposto que ele vai achar muito melhor e mais certo dizer que ela é um Espírito desencarnado, alguém do jeitinho que ele conheceu ...
            Mamãe sorriu da ideia de Nina e a achou interessante.
            E vocês, o que acharam da ideia? Será que Beto ia entender o que é um  Espírito?

Conversar com as crianças:
 O espírito não é um “fantasminha”, é uma energia maravilhosa que não se destrói, que pode viver com o corpo ou sem ele.
 Os espíritos que já viveram na Terra e que, por serem bons e nos terem dedicado afeição, têm permissão para amparar-nos, principalmente nos momentos difíceis de nossa vida.

CONCLUIR que não devemos, assim, sentir medo das pessoas que deixaram a Terra. Elas abandonam o corpo, a sua roupagem  para a vida na Terra, mas continuam a viver, a pensar, a sentir, tal como ocorre na Terra.  Os espíritos somos todos nós, encarnados ou desencarnados e para explicar melhor essa diferença usamos a palavra alma para falar daqueles que estão encarnados e usamos a palavra Espírito para falar daqueles que desencarnaram

ATIVIDADE: Distribuir massinha e pedir que cada um  modele o que tem no plano espiritual (Fique atento  a cada criação e oriente quando necessário).



Há Espíritos? I - 0-4 anos

OBJETIVOS: Compreender que a crença na existência dos Espíritos, baseia-se na existência de um princípio inteligente fora da matéria; Entender que há vários lugares para onde vão os Espíritos, e que essa divisão depende da elevação moral de cada um deles; Identificar a diferença entre alma e espírito.

SENSIBILIZAÇÃO: Mostrar às crianças um pequeno vidro transparente contendo água da torneira, pedindo que o observem. Depois perguntar: – O que existe dentro desse vidro? Provavelmente a resposta será apenas: água. Esclarecer que, naquela porção de água, existem também muitas vidas - são os pequenos seres chamados micróbios que não podemos ver só com os olhos. Lembrar o ar que respiramos,  que também não vemos, mas sabemos que ele existe. Vamos ouvir uma história para descobrir mais sobre o que não vemos, mas existe.

ESTUDO: Convide-as a ouvirem a história “A Escada”, mostrando as figuras. 
- Permita que elas observem bem as gravuras; 
- Explore bastante as gravuras; 
- Faça perguntinhas sobre a história e vá respondendo, pois suas crianças são pequeninas; 
- Faça o seu comentário de acordo com o que você estudou no Livro dos Médiuns.


HISTÓRIA: A ESCADA
            À noite quando Juca foi dormir, quis saber de sua mãe, que é espírita, se lá no Plano Espiritual tinha escola, se tinha casa, se as crianças podiam ficar brincando, se tinha que tomar banho e se as crianças e as pessoas más ficavam todas no mesmo lugar?
            Eram tantas perguntas que Dona Clara o colocou no colo e contou para ele como é que tudo acontecia lá no Plano Espiritual:
            — Juca, imagine que exista uma escada bem grande que vai da Terra até o Plano Espiritual. E que cada vez que nós fazemos uma coisa boa, nós subimos um degrau dessa escada.
            — Em todos os degraus têm gente? – perguntou Juca.
            — Tem, e para você chegar no Plano Espiritual e ficar em um lugar bom, você precisa ser uma pessoa de bem, fazer coisas boas e querer o bem das outras pessoas, porque só depende de você conseguir um degrau.
            Então, Juca deitou-se na cama e disse para a mamãe:
            — Vou procurar ser um bom menino para poder sempre subir um degrau dessa escada, e chegar no Plano Espiritual em um lugar bonito.
Mamãe lembrou nesse momento da importância de frequentar as aulinhas da evangelização, pois aprendemos que todos somos espíritos imortais, que a morte não existe.

CONCLUSÃO: Os espíritos são as almas dos homens que já voltaram ao plano espiritual. Que o corpo que hoje utilizamos é um instrumento que nos auxilia a crescer como espíritos, e assim nos dá condição de vivermos alegres e felizes no mundo espiritual.


ATIVIDADE:
- Pintura com giz de cera da gravura sobre a história; 
- Enquanto você ajuda suas crianças a realizarem a tarefa, continue o comentário sobre a aula.



Allan Kardec e o Livro dos Médiuns - 8-10 anos

OBJETIVOS: Perceber a diferença entre Espiritismo Experimental e Espiritismo Filosófico (Ciência e Religião); Identificar o Livro dos Médiuns como sendo um guia para os médiuns e evocadores; Reconhecer que a prática do Espiritismo pode apresentar dificuldades e tropeços, e que no Livro dos Médiuns há as explicações necessárias para que o médium se esclareça.


SENSIBILIZAÇÃO: Converse com as crianças que esse ano elas irão estudar “coisas” novas sobre o Espiritismo, e que essas “coisas” novas estão no “O Livro dos Médiuns”. Mostre a elas um exemplar de “O Livro dos Médiuns” e pergunte:
- Vocês já ouviram falar na “brincadeira do copo”?
O que vocês acham que acontece? Vocês saberiam explicar?

ESTUDO: Exposição dialogada
(Dentro do que vai ser exposto, podemos trazer gravuras de livros que ilustrem essas informações)
 
  •  O que é mediunidade? A mediunidade sempre existiu no mundo?
A capacidade de receber influência dos espíritos desencarnados é inerente a todos os seres humanos. Essa influência tem variações e, quando chega a um nível de receber uma comunicação dá-se o nome de mediunidade. Esse intercâmbio entre “vivos e mortos” é conhecido na Terra desde muito tempo, mas o fenômeno era realizado às ocultas, envolto em  mistério e superstição.

  • Como eram consideradas as pessoas que realizavam esse intercâmbio mediúnico?
As pessoas que realizavam essa prática eram olhadas com desconfiança e medo, chamadas de adivinhos, bruxos, magos, feiticeiros.
Moisés há muito tempo atrás, proibiu o intercâmbio mediúnico por causa dos abusos das pessoas, que consultavam os espíritos por motivos fúteis e, para a solução de problemas materiais.
Ao lado da proibição e perseguição contra os médiuns, a mediunidade ganhou posição de destaque e respeito entre os judeus, quando eram pessoas dedicadas à religião (chamadas de profetas). Os profetas eram considerados missionários por trazerem novos ensinos, para esclarecimento espiritual. Alguns profetas anunciaram, com séculos de antecedência, a vinda de Jesus.

  •  Vocês já ouviram falar de Paulo de Tarso, apóstolo do Cristo?
No tempo dos cristãos o intercâmbio com o Mundo Espiritual era intenso e natural, a ponto de o apóstolo Paulo falar de vários tipos de mediunidade, a que ele chama dons e de recomendar o seu desenvolvimento: “Segui a caridade, e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar” (1Co, 14:1). Tantas são as informações e recomendações de Paulo, que se poderia dizer que o primeiro “livro dos médiuns” está na primeira Carta de Paulo aos Coríntios.

  • Mas, o tempo passou e a mediunidade voltou a ser vista como obra de feitiçaria. Por que?
Com o passar dos séculos, o exercício do profetismo deixou de ser uma prática religiosa olhada como atividade edificante. Ao contrário, aqueles que a praticavam voltaram a ser chamados de adivinhos, bruxos, feiticeiros, como nos tempos anteriores ao Cristianismo. Foram séculos de sofrimento por aqueles que ousaram exercer a atividade mediúnica recomendada pelo apóstolo Paulo.
A mediunidade ficou assim, exercida às ocultas, até meados do século XIX, quando a manifestação mediúnica surge intensamente em muitos países, principalmente na França.

  • Há muitos anos atrás alguns fenômenos começaram a acontecer, e que chamaram a atenção das pessoas para a existência do Mundo Espiritual. Vocês sabem que fenômenos eram esses?
Em 1855, o Professor Hippolyte Léon Denizard Rivail foi convidado a observar esses fenômenos que atraíam muitas pessoas, o fenômeno conhecido com as mesas girantes (obs.: mais adiante estudaremos com detalhes)
A partir daí, começou uma pesquisa sem precedentes, que resultou na publicação de “O Livro dos Espíritos” (1857) e de “O Livro dos Médiuns” (1861), esta a primeira obra a abordar o assunto mediunidade com rigor científico, sem os prejuízos do fanatismo, do encantamento, das ideias preconcebidas. Publicou-as com o pseudônimo de Allan Kardec.
A pesquisa científica permitiu se comprovasse a veracidade dos fenômenos de intervenção dos Espíritos e de sua comunicação com as criaturas humanas. A imortalidade da alma, até então aceita apenas como ponto de fé religiosa, passou para o terreno da pesquisa científica. O Espiritismo contribuiu na evolução do pensamento religioso da Humanidade, fazendo a aproximação das duas verdades, a religiosa da científica. Essas verdades sempre se opuseram uma à outra, a religião presa no campo místico da fé, e a ciência presa no materialismo.

  • Mas, será que só porque nós sabemos da imortalidade da alma, podemos sair por aí evocando os Espíritos?
Através da própria mediunidade, vieram  as diretrizes éticas e morais para o seu exercício. A primeira recomendação é: “Dai de graça, o que de graça recebestes.” (Mt 10:8). Ensinam os Espíritos que o único interesse que deve mover o médium é o de servir em nome do bem, de forma inteiramente gratuita, como serviam os primeiros cristãos.

  • O que poderá nos acontecer se ficarmos brincando com os Espíritos?
Alertam também os Espíritos que o médium estará ligado aos Espíritos mais elevados ou menos elevados, de acordo com a sua conduta pessoal, mais ou menos afinada com as verdades do Evangelho de Jesus.

  • Com que finalidade Deus nos dá o dom da mediunidade?
O Professor Rivail percebeu a imensa tarefa que teria a mediunidade a desempenhar no mundo do futuro, por isso estudou o assunto a fundo, discutiu-o com os Espíritos e deixou-nos um manual seguro para o exercício mediúnico, “O Livro dos Médiuns”. A mediunidade nos foi outorgada como alavanca de progresso, individual e geral.


CONCLUSÃO: Concluir com as crianças que a mediunidade é uma faculdade inerente ao ser humano e que o médium é intermediário entre o mundo espiritual e o mundo material. Reconhecer Allan Kardec como o grande missionário, enviado por Deus para nos trazer a Doutrina dos Espíritos, o consolador prometido por Jesus.


ATIVIDADE: Montar um acróstico com o nome do livro em estudo: “O Livro dos Médiuns”, naturalmente com  palavras pertinentes aos assuntos abordados em sala de aula.

Allan Kardec e o Livro dos Médiuns - 0-7 anos

OBJETIVOS: Perceber a diferença entre Espiritismo Experimental e Espiritismo Filosófico (Ciência e Religião); Identificar o Livro dos Médiuns como sendo um guia para os médiuns e evocadores; Reconhecer que a prática do Espiritismo pode apresentar dificuldades e tropeços, e que no Livro dos Médiuns há as explicações necessárias para que o médium se esclareça.

SENSIBILIZAÇÃO: Trazer vários livrinhos de história espírita e apresentar às crianças. 
Perguntar: Quem aqui gosta de ouvir histórias? 
Converse com as crianças, pois esse ano elas irão estudar “coisas” novas sobre o Espiritismo, e que essas “coisas” novas estão no “O Livro dos Médiuns”. Mostre a elas o livro.
Lembre nesse momento a importância de Allan Kardec, que ao realizar bem o seu trabalho, nos proporcionou conhecer através do Livro dos Médiuns, como se dá essa comunicação com o mundo espiritual.


ESTUDO: Convide-as a ouvir a história “O Filme”, mostrando as figuras.

HISTÓRIA: O FILME
            Juca e João terminaram de assistir a um filme que falava de um menino chamado Fabinho, que havia desencarnado e estava no Plano Espiritual querendo mandar um recado para a sua mãe, mas não sabia como poderia fazer isso. Ele descobriu que lá no Plano Espiritual não havia correio para levar cartas.
            Mas, na escolinha onde ele estudava, a sua professora disse que ele poderia falar com sua mãe. Ele gostou tanto da novidade que pediu para a sua professora lhe ensinar como poderia fazer aquilo, e a professora lhe explicou que lá no Plano Espiritual, para falar com sua mãe ele iria precisar de um médium na Terra.
            — Médium? Que é isso? – perguntou Fabinho.
            — É uma pessoa na Terra, que pode ouvir, sentir e até ver as pessoas que já desencarnaram e moram aqui no Plano Espiritual – respondeu a sua professora.
           Fabinho tentou se comunicar com sua mãe através de um médium, mas não conseguiu.
           Então, ele perguntou à sua professora, por que não tinha conseguido falar com a sua mãe. Sua professora respondeu que para ele se comunicar com a mãe, ele também deveria estudar o Livro dos Médiuns, que é o livro que explica como as comunicações acontecem.

Conversar com as crianças sobre a história 
- Permita que elas observem bem as gravuras;
- Explore bastante as gravuras que deverão estar bem pintadas;
- Faça perguntinhas sobre as a história e vá respondendo, pois suas crianças são pequeninas;
- Faça o seu comentário de acordo com o que você estudou no Livro dos Médiuns, e na material de apoio.

Permita que as crianças participem. Use linguagem simples para as explicações.
Ilustre a aula citando alguns exemplos (tenha sempre em mente os objetivos propostos).

CONCLUSÃO: Concluir que a alma é imortal e que temos a possibilidade de nos comunicar com aqueles que regressaram ao plano espiritual. Que a mediunidade é a capacidade que temos de receber a influência dos espíritos desencarnados, que todos segundo Allan Kardec somos mais ou menos médiuns, pois isso é uma faculdade que todo ser humano traz em si.
Allan Kardec foi o nosso grande professor para nos trazer todas essas informações, publicando o Livro dos Médiuns que é o resultado do trabalho de muitos médiuns, orientados sempre pelos amigos espirituais.
         Com isso aprendemos que a Doutrina é dos Espíritos.


ATIVIDADE:
- Pintura com giz de cera da gravura sobre a história, onde aparece o menino pensando como irá se comunicar;
- Permita que cada um apresente seu trabalhinho à frente da turma;
- Pergunte o que representa a gravura que eles estão pintando (ouça as respostas).